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Epidemia em foco

Na dança das cadeiras da Covid-19, Portugal voltou a ocupar os noticiários de todo o mundo de forma positiva, tornando-se o segundo país da União Europeia com a melhor resposta aos estragos causados pelo Coronavírus. Há algumas (poucas) semanas, a Terrinha também estava nas manchetes, mas como o lugar com o maior número de mortos e infectados proporcionalmente, chegando a bater mais de 400 vítimas fatais em apenas um dia. Ter respostas com 100% de precisão neste momento soaria leviano, mas podemos apontar causas prováveis para essa verdadeira gangorra que os portugueses enfrentaram e, até segunda ordem, ainda enfrentam. Após um resultado exemplar na chamada Primeira Onda, com a população ficando em casa até mesmo antes das ordens impostas pelo governo, o relaxamento natural culminou na desastrosa política adotada no Natal. As idas e vindas das famílias e os retornos dos lusitanos espalhados pelo mundo à terra de origem fizeram os números crescer de forma exponencial, levando o país a um caos até então desconhecido. Ainda meio cambaleante frente ao caos instaurado, o governo português demorou, mas decidiu tomar drásticas medidas a fim de conter o desastre em curso. O novo lockdown já dura mais de um mês, tão rígido quanto o do ano passado e com data marcada para acabar: só na Páscoa. Mesmo com todas as sequelas causadas por mais de um ano de isolamento social, a população novamente atendeu ao pedido das autoridades competentes e ficou em casa. Após duas semanas, já era perceptível a queda nos números de infectados e de leitos de UTI disponíveis, mostrando que, quando bem feito, o lockdown pode salvar muitas vidas. No momento já não seria necessário adotar medidas tão rígidas, mas o governo não quer pagar pra ver e lidar com uma possível Terceira Onda, que seria ainda mais devastadora para a saúde e economia de Portugal. A sinergia Estado/População no enfrentamento à pandemia foi e continua sendo fundamental e deve ser tomada como exemplo, especialmente para o Brasil, que sofre, neste momento, com uma segunda onda violenta, mortífera e tratada com desdém por grande parte da população e principalmente por aquele que deveria zelar pelo bem-estar dela, o presidente da República.

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